
Uma ocorrência registrada nesta segunda-feira (14) dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, terminou com dois advogados conduzidos à Central de Flagrantes, localizada no Cisc Verdão.

Conforme informações obtidas pela reportagem, a Polícia Penal encontrou dez pequenas embalagens contendo uísque no parlatório da unidade prisional, durante o atendimento realizado pelos profissionais a um detento.
Os advogados já haviam cumprido os procedimentos necessários para entrada na penitenciária e estavam no espaço destinado ao atendimento jurídico quando o material foi localizado. A suspeita inicial é de que a bebida teria como destino o preso que recebia o atendimento.
Diante da situação, os dois foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. O delegado plantonista registrou a ocorrência por meio de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
O registro do TCO não significa condenação ou comprovação definitiva de crime. Os fatos ainda deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis.
ACOMPANHAMENTO DA OAB-MT
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) acompanhou os profissionais durante os procedimentos realizados tanto na penitenciária quanto na delegacia, por meio do setor responsável pela defesa das prerrogativas da advocacia.
Paralelamente, a situação poderá ser analisada na esfera disciplinar da própria Ordem. Qualquer eventual sanção dependerá da instauração e conclusão do procedimento cabível, garantindo-se aos profissionais o direito à defesa e ao contraditório.
CASO SERÁ APURADO
A ocorrência também reacende a discussão sobre a responsabilidade individual de profissionais que atuam dentro do sistema prisional. As prerrogativas da advocacia são garantias fundamentais para o exercício da profissão, mas não afastam a necessidade de cumprimento das normas estabelecidas para o acesso e atendimento em unidades penitenciárias.
Neste caso, a apuração deverá esclarecer as circunstâncias em que as bebidas foram encontradas e eventual responsabilidade dos envolvidos.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre qualquer punição aos advogados. O caso permanece sob análise das autoridades competentes.
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