
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) divulgou nesta sexta-feira (13) um novo alerta de risco para intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, voltado ao período de Carnaval, quando o consumo aumenta significativamente. Embora não haja registros de novos casos confirmados há mais de 30 dias, a pasta reforça que produtos adulterados ainda podem circular no comércio, mantendo ações de vigilância, orientação à população e fiscalização intensificadas em todo o Estado.
O comunicado mantém a atenção ativa mesmo fora de um cenário de surto. Entre novembro e dezembro de 2025, Mato Grosso confirmou seis ocorrências de envenenamento por metanol, com quatro mortes associadas. Os episódios motivaram a criação de protocolos permanentes de resposta rápida e rastreamento de mercadorias suspeitas.
A identificação laboratorial conduzida pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou presença da substância tóxica em onze lotes de whisky apreendidos, alguns com concentração aproximada de 35% de metanol, índice considerado altamente perigoso. A divulgação pública dos códigos tem como objetivo impedir o consumo inadvertido e facilitar denúncias.
Segundo o responsável pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), Menandes Alves de Souza Neto, a ausência de novos registros não elimina o risco, especialmente durante festas populares, quando aumenta a oferta de bebidas fracionadas ou comercializadas por ambulantes. A orientação é priorizar estabelecimentos regulares e desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
A secretaria alerta que sintomas como visão turva, dor abdominal intensa, tontura ou confusão mental exigem busca imediata por atendimento médico. Para ampliar a capacidade de resposta, antídotos foram distribuídos estrategicamente nas regionais de saúde, permitindo tratamento precoce em diferentes regiões do estado.
O monitoramento envolve atuação integrada entre vigilâncias sanitárias, laboratório central, apoio toxicológico especializado, órgãos de defesa do consumidor e autoridades agropecuárias.
O Cievs mantém um painel de monitoramento atualizado periodicamente para garantir que a população e a imprensa tenham acesso a informações oficiais e confiáveis.
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