
Um levantamento elaborado com base em dados do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) colocou Lucas do Rio Verde como o município com menor custo por eleitor entre cinco cidades mato-grossenses de perfil socioeconômico semelhante analisadas. O estudo comparou os gastos das Câmaras Municipais de Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra, Nova Mutum e Campo Verde, todas com economia fortemente ligada ao agronegócio.
De acordo com os dados, a Câmara de Lucas do Rio Verde gastou R$ 9,03 milhões em 2025 para manter seus nove vereadores, o que representa um custo aproximado de R$ 1 milhão por parlamentar ao ano. Quando analisado o impacto direto para a população, o município aparece como o mais econômico para o eleitor, com um custo médio de R$ 168 por ano para manutenção do Legislativo municipal.
No comparativo, Campo Novo do Parecis apresentou os números mais elevados. A Câmara, também composta por nove vereadores, gastou cerca de R$ 15,85 milhões em 2025, o que equivale a aproximadamente R$ 1,76 milhão por vereador e R$ 547 por eleitor ao ano. O Legislativo do município ganhou destaque negativo anteriormente após sete dos nove vereadores gastarem cerca de R$ 579 mil em diárias entre janeiro e outubro.
Outras cidades analisadas também ficaram acima de Lucas do Rio Verde. Em Tangará da Serra, o custo anual por vereador foi de aproximadamente R$ 957 mil, com gasto total de R$ 13,41 milhões para 14 parlamentares. Nova Mutum registrou custo médio de R$ 906 mil por vereador, enquanto Campo Verde apresentou o menor custo por parlamentar do estudo, cerca de R$ 622 mil, mas ainda assim com impacto maior por eleitor do que Lucas do Rio Verde.
O levantamento também analisou a capacidade de economia e devolução de recursos ao Executivo municipal. Nesse quesito, Lucas do Rio Verde lidera o ranking, com a devolução de aproximadamente R$ 4,07 milhões aos cofres da Prefeitura em 2025. O orçamento aprovado para a Câmara era de R$ 13,1 milhões, mas os gastos ficaram bem abaixo do limite.
Na sequência aparecem:
Campo Verde, com economia de cerca de R$ 3 milhões;
Nova Mutum, com R$ 2,97 milhões;
Tangará da Serra, com devolução de aproximadamente R$ 2,56 milhões.
Já Campo Novo do Parecis, apesar de possuir o maior orçamento per capita entre as cidades analisadas, foi o município que menos economizou, com devolução de apenas R$ 1,15 milhão.
Os números reforçam o debate sobre eficiência na gestão dos recursos públicos, demonstrando que é possível manter um Legislativo com menor impacto financeiro direto sobre o eleitor, como ocorre atualmente em Lucas do Rio Verde.
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