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Trump afirma que EUA atacaram a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro

Segundo o presidente norte-americano, operação militar de grande escala retirou Maduro e a esposa do país; governo venezuelano nega captura e decreta estado de comoção exterior

03/01/2026 às 06h05 Atualizada em 03/01/2026 às 08h36
Por: Redação Fonte: MUNDO
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Trump afirma que EUA atacaram a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Segundo Trump, o líder venezuelano e sua esposa foram retirados do país por via aérea durante a operação.

A declaração foi feita por meio de uma rede social. Trump não informou para onde o casal foi levado, mas afirmou que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília. De acordo com ele, a ação foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos.

Na madrugada deste sábado, uma série de explosões foi registrada em Caracas. Segundo a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves sobrevoando a cidade em baixa altitude e correria nas ruas. Parte da capital ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares. Logo após os primeiros relatos, o governo da Venezuela divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque, mas não confirmou a captura de Maduro. Segundo o texto, o presidente venezuelano assinou um decreto que declara estado de Comoção Exterior em todo o território nacional e convocou forças sociais e políticas para mobilização.

O governo venezuelano acusou os Estados Unidos de promover uma “agressão imperialista”, com o objetivo de tomar recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, e forçar uma mudança de regime. Caracas afirmou ainda que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou países da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade.

A escalada de tensão ocorre após meses de pressão dos Estados Unidos sobre o governo venezuelano. Em agosto, Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro e reforçou a presença militar no Mar do Caribe. Nos últimos meses, autoridades americanas também apreenderam navios petroleiros venezuelanos e impuseram bloqueios a embarcações alvo de sanções.

Trump e Maduro chegaram a manter contatos telefônicos em novembro, mas as conversas não avançaram. Segundo a imprensa internacional, os Estados Unidos veem a Venezuela como estratégica, especialmente por suas vastas reservas de petróleo, consideradas as maiores do mundo.

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