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Jornada debate desafios da saúde da mulher e defende ampliação de políticas públicas em MT

Evento promovido na Assembleia Legislativa reuniu especialistas para discutir prevenção, saúde mental e fortalecimento da rede de atendimento às mu...

09/06/2026 às 13h07
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MT
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Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por intermédio do deputado Paulo Araújo (Republicanos), realizou a 1ª Jornada Mato-Grossense de Saúde da Mulher, nesta terça-feira (9), no auditório Milton Figueiredo. O debate teve como objetivo fortalecer a conscientização sobre a saúde feminina, e ampliar o acesso à informação de qualidade.

Com o tema “Cuidar de Si é o primeiro passo para uma vida plena”, a jornada busca incentivar o autocuidado, a prevenção de doenças e fortalecimento das redes de apoio às mulheres. A programação contou com palestras ministradas por profissionais reconhecidas, abordando assuntos, que vão desde a saúde ginecológica até a saúde mental e o enfrentamento à violência contra a mulher.

De acordo com médica ginecologista, Vânia Viana, que falou do tema “Saúde Ginecológica da Mulher, a dificuldade de acesso a exames básicos, a demora para diagnósticos e o longo tempo de espera por tratamentos especializados continuam sendo alguns dos principais desafios enfrentados pelas mulheres na rede pública de saúde.

Ela, que está atuando em Mato Grosso há mais de duas décadas, aponta a necessidade de políticas públicas permanentes e efetivas voltadas à saúde feminina. Segundo a médica, procedimentos considerados simples, como a realização de exames preventivos, mamografias e ultrassonografias, ainda estão fora do alcance de muitas pacientes.

Como consequência, diversas mulheres acabam chegando aos serviços de saúde apenas quando a doença já apresenta sintomas ou está em estágio mais avançado. “São exames básicos que muitas vezes não conseguem ser realizados. Quando a mulher finalmente consegue atendimento, geralmente já está enfrentando algum problema de saúde. Precisamos mudar essa realidade”, afirmou Viana.

Além da prevenção, a especialista destaca as dificuldades enfrentadas por pacientes que aguardam cirurgias ginecológicas para doenças benignas, além da demora para a confirmação de diagnósticos e início de tratamentos em casos de câncer.

Viana ressalta que a atenção à saúde da mulher não deve se limitar ao combate ao câncer. Doenças como a endometriose, que afeta milhões de brasileiras, e questões relacionadas à menopausa também precisam ser incorporadas de forma mais ampla às políticas públicas.

“A mulher precisa de assistência integral. Muitas pacientes com endometriose não encontram locais adequados para tratamento. A menopausa também exige acompanhamento e informação. É preciso olhar para a saúde feminina de forma completa”, observou a ginecologista.

Outro ponto destacado foi a necessidade de ampliação da estrutura especializada em Mato Grosso. Para a médica, um estado com a dimensão territorial e a importância econômica de Mato Grosso precisa contar com um hospital materno-infantil de referência capaz de atender tanto a capital quanto os municípios do interior.

“Precisamos de uma estrutura completa, com maternidade, exames especializados, ultrassonografia e atendimento de alta complexidade. Mato Grosso tem condições de oferecer isso à população”, avaliou.

Representando o deputado estadual Paulo Araújo  (Republicanos), Dúbia Oliveira Campos destacou que a 1ª Jornada da Saúde da Mulher foi realizada com o objetivo de discutir temas alinhados à realidade enfrentada pelas mulheres e contribuir para a construção de um projeto voltado inicialmente aos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo ela, a proposta é expandir a iniciativa para as regionais, aproximando os serviços da população por meio de uma equipe multidisciplinar capacitada para promover o diagnóstico precoce e o acompanhamento de mulheres com maior propensão ao câncer.

A psicóloga Adriana Kliemaschewsk, que falou sobre os desafios da saúde mental feminina, destacando questões como sobrecarga emocional e promoção do bem-estar, chamou a atenção à necessidade de ampliar políticas públicas voltadas ao acolhimento e à promoção da saúde feminina, destacando que as mulheres apresentam índices mais elevados de ansiedade e depressão em comparação aos homens.

Segundo a especialista, a realidade vivida por muitas mulheres é marcada por múltiplas responsabilidades, que vão desde as atividades profissionais até os cuidados com a família e a comunidade. Esse acúmulo de funções acaba gerando uma sobrecarga emocional que afeta diretamente a qualidade de vida e o bem-estar.

"A mulher enfrenta jornadas múltiplas, além de lidar com desigualdades sociais e com uma responsabilidade maior relacionada ao cuidado. Tudo isso contribui para o aumento dos quadros de ansiedade e depressão", explicou.

Durante sua fala, a psicóloga ressaltou que a saúde deve ser compreendida de forma integral, envolvendo aspectos físicos, mentais e sociais. Para ela, cuidar da saúde mental feminina é tão importante quanto garantir acesso a exames, consultas e tratamentos médicos.

A psicóloga também destacou a relevância do debate promovido pela Assembleia Legislativa e o papel estratégico do poder público na formulação de ações voltadas às mulheres. De acordo com ela, os impactos do sofrimento emocional feminino ultrapassam a esfera individual e refletem diretamente na dinâmica familiar, comunitária e profissional.

"Quando uma mulher sofre, esse sofrimento não fica restrito a ela. Ele alcança a família, a comunidade e os ambientes de trabalho. Por isso, precisamos compreender a saúde mental da mulher como uma questão de saúde pública", afirmou.

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