A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Joio com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de envolvimento no desvio de cargas de soja avaliadas em mais de R$ 1,1 milhão. A ação ocorre de forma simultânea em diversas cidades, entre elas Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra e Barra do Bugres.
Durante a operação, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, além do sequestro de veículos e bloqueio de contas bancárias dos investigados.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o esquema contava com a participação de funcionários da fazenda, classificadores e motoristas.
Entre os dias 2 e 9 de maio de 2025, pelo menos 14 cargas de soja foram desviadas, totalizando cerca de 701 toneladas. O grupo utilizava ordens de carregamento falsificadas e burlava os processos de conferência e classificação da produção, direcionando os caminhões para destinos desconhecidos.
Ainda segundo a apuração, parte dos envolvidos recebia pagamentos irregulares, muitas vezes por meio de contas de terceiros, com o objetivo de dificultar o rastreamento das operações ilegais.
O delegado Mário Santiago, responsável pelo caso, destacou que as medidas judiciais têm como finalidade interromper a atuação do grupo, aprofundar as investigações e possibilitar o ressarcimento dos prejuízos à empresa vítima do esquema.
O nome da operação, “Joio”, faz referência à separação entre o que é legítimo e o que é fraudulento, simbolizando o trabalho das forças de segurança em identificar e retirar do sistema os responsáveis pelo crime.
A ofensiva integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, além de fazer parte da 1ª Operação Redecarga, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para combater crimes relacionados ao desvio de cargas em todo o país.
