
A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou que as transferências financeiras recebidas por ele correspondem a adiantamentos de herança e à devolução de despesas que teria arcado durante o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso.
A manifestação ocorreu após a divulgação de um levantamento obtido pela imprensa com base em dados da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, que aponta uma movimentação total de R$ 19,5 milhões nas contas do empresário entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
De acordo com o relatório, cerca de metade do valor corresponde a entradas de recursos e a outra metade a saídas. Os advogados de Lulinha destacaram, no entanto, que o montante não representa renda líquida ou patrimônio acumulado, já que parte das movimentações envolve transferências entre contas próprias e aplicações financeiras, o que amplia o volume total registrado.
Em nota, a defesa afirmou que todas as movimentações financeiras e bens do empresário estão declarados ao fisco e são resultado de atividades empresariais consideradas legítimas, além de valores relacionados à herança deixada por Marisa Letícia Lula da Silva.
Segundo os advogados, os dados citados mencionam apenas fontes de renda legais, como as empresas LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia, além de rendimentos provenientes de aplicações financeiras.
A defesa também argumenta que as informações divulgadas reforçam a ausência de envolvimento de Fábio Luís em possíveis fraudes investigadas no INSS. Os advogados questionaram ainda a divulgação de dados sigilosos e classificaram o episódio como um possível vazamento de documentos, afirmando que a situação tem provocado exposição pública indevida do empresário.
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