Segunda, 16 de Fevereiro de 2026
20°C 27°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Plínio cobra explicações sobre desestatização de hidrovias da Amazônia

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou o decreto presidencial que incluiu as hidrovias d...

08/10/2025 às 16h46
Por: Redação Fonte: Agência Senado
Compartilhe:
 - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou o decreto presidencial que incluiu as hidrovias dos Rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização (PND). A medida, que abre caminho para os leilões de concessão planejados pelo governo federal desde 2023, integra o plano de melhoria das hidrovias do chamado Arco Norte, destinado ao escoamento da produção do agronegócio.

O parlamentar cobrou dos Ministérios dos Transportes, de Portos e Aeroportos e da Defesa explicações sobre os impactos da medida, especialmente para populações ribeirinhas que dependem exclusivamente da navegação para o deslocamento diário. Ele também questionou se a concessão poderá transferir o controle de áreas estratégicas para empresas estrangeiras.

— Não serão empresas de fundo de quintal que participarão desse processo, mas grupos de grande porte. E haverá, é claro, a possibilidade de que sejam impérios nacionais, como a JBS, mas poderão também ser gigantes estrangeiros, entre eles os chineses. Tudo isso representa muito mais do que uma simples troca de propriedade, é algo que mexe com a vida das pessoas. Nós não trafegamos, a gente navega. Nós não temos estradas, e só os mais aquinhoados, evidentemente, podem se locomover de avião. Por isso, qualquer medida que mexa com os nossos rios atinge toda a nossa população — afirmou.

O senador também relatou denúncias, segundo ele recebidas da Defensoria Pública do Amazonas, sobre supostos abusos cometidos em uma operação da Polícia Federal em comunidades da região de Manicoré e Humaitá. Plínio disse que as ações resultaram na destruição de moradias flutuantes e equipamentos de garimpo, afetando diretamente comunidades ribeirinhas. O parlamentar destacou que a medida causou impactos ambientais, como a fuga de peixes, atingindo famílias de baixa renda.

— Quem iniciou essa operação foi o Greenpeace. O Greenpeace mantém um equipamento chamado Alfa Papa, que monitora a Amazônia em tempo real. Você não muda uma cultura com bombas, você não muda uma cultura com ameaças, você não muda uma cultura com truculência, você muda com educação, com alternativa, com soluções e com tempo. Por isso que a gente vai apresentar o projeto para regularizar, regular e tornar legal a atividade dessa gente — disse.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lucas do Rio Verde, MT
28°
Tempo nublado

Mín. 20° Máx. 27°

31° Sensação
1.35km/h Vento
75% Umidade
100% (5.97mm) Chance de chuva
06h43 Nascer do sol
19h13 Pôr do sol
Ter 29° 20°
Qua 30° 20°
Qui 29° 21°
Sex 28° 20°
Sáb 27° 21°
Atualizado às 16h09
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,21 -0,32%
Euro
R$ 6,19 -0,19%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 377,281,39 -0,89%
Ibovespa
186,464,30 pts -0.69%
Publicidade